Resumo
Este estudo analisou o aumento da incidência do HIV na população idosa brasileira (60 a 80 anos) por meio de uma revisão bibliográfica qualitativa, com busca na Biblioteca Virtual de Saúde e seleção de 4 artigos publicados entre 2021 e 2026. Os resultados evidenciam que o crescimento dos casos está associado a fatores socioculturais como a invisibilidade da sexualidade na terceira idade, a resistência ao uso de preservativos, a baixa escolaridade e a predominância da transmissão heterossexual. O diagnóstico tardio configura-se como o principal agravante, favorecendo o surgimento de infecções oportunistas e o aumento da mortalidade, especialmente entre idosos acima de 70 anos. A terapia antirretroviral tem ampliado a sobrevida, permitindo a cronificação da doença, mas as campanhas preventivas ainda não acompanham as mudanças no comportamento sexual dessa população. Conclui-se que são necessárias políticas públicas direcionadas, ações educativas e abordagens em saúde que considerem as especificidades dos idosos, além da ampliação da produção científica sobre a temática.
Referências
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