Resumo
A neuralgia do trigêmeo configura-se como uma das condições neuropáticas mais prevalentes na região craniofacial, caracterizando-se por episódios agudos de dor lancinante ou em choque elétrico. Sua principal particularidade reside no fato de que os paroxismos dolorosos são frequentemente desencadeados por estímulos sensitivos habituais na área facial, como a mastigação, a fala ou mesmo o contato leve com a pele, os quais normalmente não provocariam sensações álgicas. Esta condição clínica apresenta uma fisiopatologia complexa, envolvendo tipicamente compressão vascular do nervo trigêmeo ou processos desmielinizantes, resultando em hiperexcitabilidade neuronal. Realizou-se uma revisão sistemática da literatura com artigos selecionados nas bases BVS, LILACS, SciELO, PubMed e Google Scholar, abrangendo o período de 2020 a 2025; os descritores utilizados foram: “Neuralgia do Trigêmeo”, “Radiocirurgia”, “Dor Crônica” e “Qualidade de Vida Relacionada à Saúde”. Objetivou-se analisar, de forma multidimensional, como a Radiocirurgia Estereotáxica atua para a qualidade de vida de pacientes com Neuralgia do Trigêmeo. A radiocirurgia configura-se como um marco terapêutico no tratamento da Neuralgia do Trigêmeo (NT) de difícil controle, com resultados clínicos promissores. Contudo, é necessário, para que seus benefícios sejam plenamente otimizados e democratizados, o desenvolvimento de protocolos acessíveis que permitam sua aplicação em diferentes contextos de saúde, com maior acesso ao tratamento e resultados a médio e longo prazo.
Referências

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